Análise Preditiva de Dengue no município de Presidente Prudente

Autores

  • Caio Marciel Pereira de Oliveira
  • Maria Júlia de Souza Pompei


  • Resumo


  • Contexto

    A dengue é uma arbovirose com alto impacto na saúde pública brasileira.


    Os sorotipos DENV-1 e DENV-3 estão associados aos casos mais graves da doença (Seixas et al., 2024).


    Com base em dados do Ministério da Saúde, foi identificado um aumento nos casos de DENV-3 no estado de São Paulo (Sacchetto et al., 2025)


    Esta revisão busca reunir evidências sobre surtos, fatores de risco e dinâmica viral da dengue, com o objetivo de fundamentar uma análise epidemiológica aplicada à Cidade de Presidente Prudente.


  • Justificativa

    O ano de 2024 registrou o maior pico de casos de dengue da história do Brasil, com mais de 6 milhões de 

    casos prováveis e cerca de 4 mil mortes confirmadas até junho 

    (Gurgel Gonçalves et al., 2024).

    Desde o final de 2023, foi 

    identificada a reintrodução do DENV-3 no estado de São Paulo, 

    com base em vigilância genômica (Sacchetto et al., 2025).

    Presidente Prudente apresenta transmissão crítica de dengue, com 16.333 casos confirmados e coeficiente de incidência de 7.213,5 por 100 mil habitantes, valor 16 vezes superior ao registrado no mesmo período de 2024 (Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac, 2025)


  • Objetivos

    Realizar análises que permitam a identificação de padrões de longo prazo da doença.


    Gerar projeções que possam orientar as autoridades públicas na proposição de medidas de mitigação.


    Subsidiar a tomada de decisão para a alocação estratégica de testes rápidos em regiões críticas do município.


    Apoiar o planejamento de campanhas de controle vetorial focalizadas.


  • Referencias

    BHATT, S. et al. The global distribution and burden of dengue. Nature, v. 496, ed. 7446 p. 504-507, 25 abr. 2013. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2025.


    BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços.  Guia de Vigilância em Saúde. v. 2, ed. 6. [recurso eletrônico]. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: . Acesso em: 4 abr. 2025.


    BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Doenças Transmissíveis. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. ed. 6 [recurso eletrônico]. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. 81 p.: il. Disponível em: . ISBN 978-65-5993-577-2. Acesso em: 30 mar. 2025.

    CVE. Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac". Dengue Dados Estatísticos. [Online], 2025. Disponível em: . Acesso em: 4 abr. 2025.

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    SEIXAS, J. B. A.; GIOVANNI LUZ, K.; PINTO JUNIOR, V. Atualização clínica sobre diagnóstico, tratamento e prevenção da dengue. Acta Médica Portuguesa, Lisboa, v. 37, n. 2, p. 126–135, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.20344/amp.20569. Acesso em: 10 abr. 2025.

    SIQUEIRA JUNIOR, J. B. et al. Epidemiologia e desafios no controle da dengue. Revista de Patologia Tropical, Goiânia, v. 37, n. 2, p. 111–130, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.5216/rpt.v37i2.4998. Acesso em: 10 abr. 2025.

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    WORLD HEALTH ORGANIZATION. Dengue and severe dengue. Genebra: WHO, 2024. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2025.


  • Resultados

    Até o momento, as análises indicam:


    • Presença de tendência crescente no período observado;
    • Sazonalidade regular em determinados intervalos;
    • Melhor desempenho inicial com modelos de suavização;
    • Diferenças estatisticamente significativas em eventos específicos.
    • Gráficos e tabelas serão adicionados conforme as etapas avançarem.
  • Considerações Finais

    Os resultados preliminares confirmam a existência de padrões consistentes ao longo da série analisada. A continuidade do estudo permitirá aprimorar projeções e interpretar de forma mais profunda o impacto de variáveis externas na dinâmica observada.